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Imagem: Marcelo Corrêa/ AE

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Quarta-feira, 27 de agosto de 2008, 03h00

Prefira investir em ações com cobertura de analistas

Papéis que não são acompanhados pelos especialistas das corretoras apresentam maior risco e menor liquidez

Yolanda Fordelone - AE

Quem investe nem sempre tem tempo para ler todos os relatórios da corretora. Apesar disso, observar se a empresa escolhida tem ou não a cobertura de analistas pode ser um dos critérios no momento de efetuar a compra do papel. Segundo especialistas, o investidor corre um risco maior ao comprar uma ação que não tem um acompanhamento sistemático por parte das corretoras, já que o papel pode despertar menos interesse e, conseqüentemente, apresentar menor liquidez em Bolsa. Com menos negócios, a ação pode até ser excluída do Ibovespa, principal índice de ações da Bovespa.

“O investidor deve avaliar dois pontos em uma aplicação: a rentabilidade e o risco. Nem sempre, no entanto, ele tem informações para avaliar o risco e por isso os relatórios são importantes”, afirma o superintendente de relações com investidores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Carlos Alberto Rebello Sobrinho. “Mesmo que o investidor não vá seguir a recomendação do analista, é aconselhável que ele tenha uma segunda opinião sobre a empresa”, completa.

A análise de uma ação envolve muitos fatores, às vezes, complexos para o pequeno investidor. Para analisá-los, estes profissionais precisam se especializar e conseguir uma certificação da CVM.

A análise de especialistas, porém, não significa garantia de valorização da empresa. Muitas vezes, os analistas recomendam compra para ações que mais tarde podem apresentar problemas. Caso recente foi o da Agrenco, em que várias casas especializadas sugeriam compra do papel e as ações despencaram após executivos da empresa serem acusados de crimes contra o sistema financeiro.

Apesar disso, os consultores recomendam que o investidor leia os relatórios, de mais de uma corretora, se possível, e compare as informações. “O investidor não deve aplicar sem antes ter lido pelo menos um relatório”, recomenda a presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-SP), Lucy Sousa.

Para saber se uma ação tem ou não cobertura das corretoras, o investidor pode recorrer ao profissional de Relações com Investidores (RI) da empresa, via site da empresa. Caso a companhia não tenha RI, o investidor deve procurar as corretoras.

Menos negócios

De acordo com o estudo norte-americano denominado “Há vida após a perda da cobertura de analistas?” (“Is there life after loss of analyst coverage?”, em uma tradução literal*), as ações sem análise por parte das corretoras costumam não atrair os investidores, principalmente os institucionais.

Com essa falta de interesse é natural que a ação tenha pior performance e menor número de negócios. Por isso, o investidor individual deve evitar essas empresas sem cobertura e sem liquidez. Para o investidor, uma ação com pouca liquidez representa um investimento que não pode ser resgatado em todo momento, pelo valor desejado pelo acionista. Se quiser vender uma ação porque precisa do dinheiro, o investidor pode ter que diminuir significativamente o preço do papel para conseguir negociá-lo.

O estudo norte-americano mostrou ainda que dois anos após perder a cobertura, 29% das companhias não avaliadas por analistas foram excluídas das listas das Bolsas de Valores que selecionam as ações com maior liquidez. O número cai para 8% entre as empresas que são acompanhas por especialistas.

A pesquisa avaliou 2.753 empresas que haviam perdido a cobertura de analistas entre 1983 e 2004 e as comparou com um grupo de companhias acompanhadas por alguns profissionais.

* Estudo realizado por Ajay Khorana, do Georgia Institute of Technology, Simona Mola, da Arizona State University, e Raghavendra Rau, da Purdue University

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Publicado em: 27 de agosto de 2008, 03h00
Alterado em: 27 de agosto de 2008, 03h00



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